"Na periferia de um olhar,
o mundo pode se mostrar,
belo, intenso e simples,
ao mesmo tempo, é possível?
Sim, certa e imensamente!
Creiam, viver é muito bom!
Nos campos, nos mares,
nos longos vôos que cruzam oceanos,
nos trilhos dos trens que cortam países,
ou na fortaleza de seu reino/lar!
Sim, em casa é possível,
viver a felicidade, o amor e a paz,
qual o preço de se olhar ao lado,
e se ver, e se ter quem se ama?
vôos e viagens de trens,
campos e mares,
são maravilhosos se ensejam o reencontro,
o reencontro com si mesmo,
aquele que pouco se faz ou se tem.
Mas se procuras em lugares distantes,
ou em outros,
o que te faz bem,
não se iluda nem se esqueças,
que está dentro de ti,
o que mais lhe traz paz,
e o poder de torna-se a felicidade,
de ti,
e de alguém!"
sábado, 29 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
BUSCA
"Muitas vezes nos pegamos abreviando nossas potencialidades,
verdadeiro escambo na busca pela aceitação,
abandonando por completo o que nos completaria,
aquilo que nos promoveria,
o que insanamente buscamos,
sem acreditar ser possível alcançar!
A tão sonhada e perseguida,
chamada paixão, amor e por isso confundida,
és na verdade a simples e mais bela sensação,
a chamada felicidade,
que em lutas espera-se conquistar-se,
sem saber-se que é na simplicidade que realmente,
havemos de encontrá-la,
nos encontrarmos,
se encontrar-se!"
verdadeiro escambo na busca pela aceitação,
abandonando por completo o que nos completaria,
aquilo que nos promoveria,
o que insanamente buscamos,
sem acreditar ser possível alcançar!
A tão sonhada e perseguida,
chamada paixão, amor e por isso confundida,
és na verdade a simples e mais bela sensação,
a chamada felicidade,
que em lutas espera-se conquistar-se,
sem saber-se que é na simplicidade que realmente,
havemos de encontrá-la,
nos encontrarmos,
se encontrar-se!"
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O ANOS ME TROUXERAM
Os anos me trouxeram algumas dores em várias partes de meu corpo, com as quais aprendi a conviver!
Estas dores me recordam permanentemente de que tenho um corpo, instrumento de ação de meu espírito e por isso sou responsável por ele e dele devo cuidar!
Os anos me trouxeram algumas decepções em diversas situações vividas, com as quais compreendi que decepciona-se aquele que cria expectativas e se as cria, é na tentativa - a todo custo - de antever os percalços que o pode desestabilizar - última forma de tentar exercer o controle e o poder.
Os anos me trouxeram a saturação de algumas relações e ações, proporcionado-me o entendimento de que assim como o vinho, as amizades, as relações e os sentimentos necessitam de serenidade, conhecimento e parcimônia para serem bem degustados.
Os anos me trouxeram a certeza de que nos tornamos melhores na mesma proporção em que nos abandonamos, na medida em que corajosamente sufocamos nosso eu minúsculo e terreno, proporcionando assim o renascimento de um EU gigantesco, na medida exata da imensidão Divina - o renascimento de nosso espírito.
A vida e os anos ainda me proporcionarão uma infinidade de experiências e com elas, certamente, uma imensidão de novos aprendizados!
Apenas peço à Deus para que as dores do corpo, as decepções que por ventura ainda sofra, e os resquícios egóicos que ainda possam eventualmente se manifestar, não me impeçam de vivenciá-las!
sábado, 12 de outubro de 2013
CRIANÇA, MESMO QUE PELO PENSAMENTO!
Quando a bola quica
e vejo a velha bicicleta
salta o tempo rijo, carrancudo
o pensamento visita, a demorar-se
velhas lembranças,
tão nítidas,
que com elas traz sorrisos,
sensações que mais parecem verdades reais.
Posso sentir o ralado dos joelhos,
pés descalços a pisar as pedras dos campos de jogo,
espetáculos encenados nas ruas,
que de carros e violência tinham pouco.
Banho de chuva,
Suor da face,
que escorre e a deixa preta,
de poeira misturada com alegria,
a vida que relembro parecia não ter fim.
Doce infância que Deus permite,
pelo pensamento abraçá-la,
como aquele que suspende por um segundo,
seu nariz a respirar fora do mar,
para logo em seguida se afundar,
em águas de desenhos,
brincadeiras,
descobertas,
e amizades verdadeiras.
Como é bom voltar a ser criança,
mesmo que em breve momento,
mesmo que por um único intento,
mesmo que apenas pelo pensamento.
e vejo a velha bicicleta
salta o tempo rijo, carrancudo
o pensamento visita, a demorar-se
velhas lembranças,
tão nítidas,
que com elas traz sorrisos,
sensações que mais parecem verdades reais.
Posso sentir o ralado dos joelhos,
pés descalços a pisar as pedras dos campos de jogo,
espetáculos encenados nas ruas,
que de carros e violência tinham pouco.
Banho de chuva,
Suor da face,
que escorre e a deixa preta,
de poeira misturada com alegria,
a vida que relembro parecia não ter fim.
Doce infância que Deus permite,
pelo pensamento abraçá-la,
como aquele que suspende por um segundo,
seu nariz a respirar fora do mar,
para logo em seguida se afundar,
em águas de desenhos,
brincadeiras,
descobertas,
e amizades verdadeiras.
Como é bom voltar a ser criança,
mesmo que em breve momento,
mesmo que por um único intento,
mesmo que apenas pelo pensamento.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
PRAZER E FUGA DO INTELECTO!
Vez ou outra ainda os mantenho abertos,
olhos e mente,
além do costumeiro horário,
venço afazeres, compromissos e responsabilidades,
liberdade precária e intensa,
arrebata-me sem aviso,
arrasta-me ao ópio da reflexão,
sobre tudo, sobre nada,
sobre o que se desejar,
conflito prazeroso entre copro e alma,
não vejo a hora de te reencontrar,
conflito gostoso, prazer absolvido,
entre as paredes da fortaleza,
aquilo que chamamos de lar,
e que nos serve de álibi para toda fuga do intelecto!
FILHOS E PAIS!
Os filhos são do mundo!
Cabe-nos apenas a boa orientação e fortalecimento de suas asas!
Afinal, elas se desdobrarão e os levarão a ganhar o mundo, mas também, a retornarem, de tempos em tempos à suas raízes.
E que voltem felizes, se reabasteçam e voem novamente!
Afinal, assim também não somos nós em relação à nossos pais?
terça-feira, 17 de setembro de 2013
ISSO É A VIDA!
A dor parecia arrebentar-lhe o peito, o coração, a alma!
De repente foi surpreendida pelo já mais que anunciado fim do relacionamento.
Quantas vezes vivera este momento em ensaios rotineiros, onde de início sofria como agora, e com o tempo encontrara até mesmo formas e expressões mais dramáticas à serem representadas, verdadeiro laboratório paradoxal que lhe trazia prazer na encenação daquilo que mais temia.
O ser humano é estranho!
Mas agora, em espetáculo vivo de dor, angústia e desconsolo, sentia na carne e na alma, o quão duro era viver este drama!
Desconhecia o poder da rejeição imposto à seu ego e todas as sensações e sentimentos que disto surgiam.
Desejava morrer, matar, rir de ódio, chorar de amor!
Correr em meio a todo mundo em direção do nada, onde ninguém se encontra, se possível onde não se encontra nem a si mesmo!
Que sofrimento experienciar este momento! Tão diferente do que imaginava e se propusera a simular tantas vezes!
Não passará! Nunca passará! Será que passará?
Só o tempo dirá!
E dirá que nada permanece.
Dirá que tudo se renova e que o novo acontece!
Perceberá com os dias que a vida se refaz para atuações reais e cotidianas. Aquelas que calejam o corpo e burilam a alma.
Reservará energia para quando ela se apresentar inevitável.
Neste dia se certificará que a felicidade mora dentro de si e que ninguém, por melhor que seja, pode ser instituído da responsabilidade de nos fazer felizes.
Novos ares, novas atitudes, novas provas e novas experiências!
Sim, a vida seguirá seu curso.
O tempo terá remediado a ferida e renovado as energias!
No espelho notará que a velha carne declinou, e que a despeito de algumas rugas ganhas a mais, brilha no olhar uma nova e mais intensa luz!
Isso é a vida!
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